Visitar Sevilha é mergulhar numa cidade onde cada rua parece guardar o eco de séculos de arte, devoção e festa. O sol andaluz ilumina os pátios floridos, os azulejos coloridos e as vozes que, entre guitarras e passos de flamenco, dão alma a esta cidade do sul de Espanha. Durante o passeio dos dias 8 e 9 de novembro, alguns lugares marcaram profundamente o nosso passeio: a Basílica da Macarena, a imponente Catedral de Sevilha e a Praça de Espanha. Na manhã clara e quente de sábado, dia 8, o bairro da Macarena recebia os primeiros fiéis e curiosos que se dirigiam à sua basílica. O templo, de fachada branca e amarela, é um dos símbolos da fé sevilhana. No interior, reina a serenidade e o perfume das flores que adornam o altar da Virgem da Esperanza Macarena, uma das imagens mais veneradas da Semana Santa, que não se encontrava no templo, uma vez que está a ser alvo de restauro. No tesouro da Irmandade, os olhares emocionados dos visitantes confirmam o que todos dizem: não é apenas uma escultura, mas um símbolo vivo de devoção e identidade. Ali, compreende-se melhor a alma religiosa e festiva que caracteriza Sevilha. Depois desta visita teve lugar o almoço, tendo o grupo daí saído em direção à Catedral de Santa María de la Sede, a maior catedral gótica do mundo. O seu tamanho impressiona, mas é nos detalhes que se sente a grandiosidade. O ouro dos altares, os vitrais coloridos e o túmulo de Cristóvão Colombo são testemunhos de uma época em que Sevilha era o centro do império espanhol. Subir à Giralda, o antigo minarete transformado em torre sineira, é um exercício recompensador. Lá do alto, a cidade estende-se em tons ocres e alaranjados, com o rio Guadalquivir serpenteando ao longe. É o ponto ideal para compreender a harmonia entre o passado mouro e o esplendor cristão que moldaram a identidade sevilhana, todos os que subiram ficaram maravilhados com a vista sobre a capital de Andaluzia. O dia culminou com uma belíssima procissão a sair da catedral, para celebrar os 450 Aniversario de la Hermandad del Museo. No segundo dia, domingo, dia 9, após a saída do hotel, a visita começou na Praça de Espanha, situada no Parque de María Luisa. Construída para a Exposição Ibero-Americana de 1929, a praça é um verdadeiro símbolo da arquitetura regionalista andaluza. Ao chegarmos, fomos é envolvido por um semicírculo monumental de tijolo, mármore e azulejos que representam cada província de Espanha. Entre os arcos e as torres majestosas, corre um canal onde pequenas embarcações deslizam lentamente. A Praça de Espanha é, mais do que um monumento, um retrato vivo da alma sevilhana: colorida, calorosa e cheia de arte, daí, seguimos para o Antiquarium que foi inaugurado em 2011, depois de escavações arqueológicas que revelaram vestígios da antiga Hispalis romana, a cidade que deu origem à atual Sevilha. O contraste entre o antigo e o moderno é imediato: acima, as estruturas futuristas de madeira das Setas; abaixo, o silêncio e a serenidade de mosaicos, muros e objetos com quase dois mil anos de história. Ao entrar no espaço, a luz é suave e o ambiente convida à contemplação. Passadeiras de vidro permitem caminhar sobre os vestígios sem os tocar, oferecendo uma vista única das casas, pátios e termas que formavam parte da antiga cidade romana. Entre os achados mais impressionantes estão mosaicos ricamente decorados, como o Mosaico de Medusa, que ainda conserva as cores originais. Da tradição passamos à modernidade, no coração do centro histórico, ergue-se a impressionante estrutura conhecida como Setas de Sevilha (ou Metropol Parasol), inaugurada em 2011. Feita em madeira e aço, com o formato de cogumelos gigantes, é uma das maiores construções de madeira do mundo e um ícone da Sevilha contemporânea. Pelas 12h00, o nosso Pároco, concelebrou na eucaristia que teve lugar na Igreja da Anunciação, um dos templos mais tranquilos do centro histórico, e fica situada junto à antiga Universidade de Sevilha que e à atual Faculdade de Belas Artes, a Igreja da Anunciação foi construída no século XVI e pertenceu à Companhia de Jesus. A sua arquitetura é um exemplo marcante do renascimento andaluz, com uma fachada sóbria e harmoniosa que contrasta com o interior rico e acolhedor. Logo à entrada, o visitante é envolvido por um ambiente de recolhimento. A luz filtrada pelos vitrais ilumina suavemente o altar-mor, onde se destaca a imagem da Virgem da Anunciação. O interior da igreja guarda verdadeiros tesouros artísticos. Altares dourados, pinturas barrocas e esculturas de santos revelam a profunda ligação entre fé e arte que caracteriza Sevilha. As colunas e os arcos elegantes conduzem o olhar até ao teto, onde se desenham formas geométricas de uma beleza simples, mas imponente. Além disso, a Igreja da Anunciação guarda um elemento histórico de grande valor: os restos mortais de vários escritores da Escola de Sevilha, incluindo Benito Arias Montano, humanista e teólogo do século XVI. É um local onde se cruzam a devoção religiosa e o património intelectual da cidade. Após o culminar da eucaristia, o grupo partiu para o almoço e de tarde houve tempo livre para cada um dos participantes no passeio podes desfrutar da bela cidade de Sevilha, e, ao deixar Sevilha, fica a sensação de que não se trata apenas de um destino turístico, mas de uma experiência emocional. Entre a devoção da Macarena, a beleza do museu e a imponência da catedral, a cidade revela o seu verdadeiro segredo: a capacidade de unir arte, fé e vida num só gesto.
